sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Epopeia ao amor

(texto com versos decassilábicos com predomínio dos decassilábicos heróicos, acentuados na 6ª e na 10ª sílabas)

Escorriam-mas assim por minha face
Sozinhas (não que Ele assim desejasse)
Gotas belas da droga de um druída
Feita de Rosa murcha, destruída.
Dai-me dessa poção a que a todos serve,
fogo que não arde mas cá dentro ferve.
Meu frágil coração cheio de tão pouco,
Sem ti fica com nada e eu fico louco.

Não és pedra nem metal (do precioso)
És o mar que divaga receoso.
Não és ser com corpo nem ser feito de alma.
Talvez sejas o vento na noite calma?
Certo é que és terra que o sol não esquece
És divino. Pedi-te em minha prece.
Tens nome simples mas és complicado.
Dizem que és Amor, eu digo que és Fado.


Esquema rimático: AABBCCDD

3 comentários:

Bill Stein disse...

Parabens

RR disse...

Muito bonito. Merecia ser posto em música.

Maria Barros disse...

EStou perplexa,Tomás.É lindo...continua !| Os meus mais sinceros parabéns, Maria do Rosário