sábado, 15 de junho de 2013

Under the rain

Under the crying cloud:
empty tears,
haunted by fears,
a symphony, a blind sound.

Under the rain:
a sad silence,
unbreakable chain,
No sense in pain.

It's all pretend,
Under the rain,
It all comes to an end,

under the rain.

Tomás  Roda

sexta-feira, 14 de junho de 2013

In the light of being

I've never known...
It's simple,
I never cared...
I mean,
I still don't know...

And in not knowing
I feel so scared.

Tomás Roda

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Perder

Perdi-me.
Perdi-me nos teus lábios.
Perdi-me nos teus cabelos.
Perdi-me...

E em perder-me,
assim te perdi.

Tomás Roda

terça-feira, 19 de março de 2013

Na jaula

Na jaula,
Na jaula não há poesia!
Não há rima, não há cantar.
Nem há cheiro a maresia,
Da jaula não se vê o mar.

Na jaula,
Na jaula nada se diz!
Só vive quem respira,
e em respirar se tem feliz,
na jaula a vida expira.

Na jaula,
Na jaula morro.

Tomás Roda

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Quero


Amor é querer.
Na ausência da certeza,
a garantia do prazer,
ensinar é aprender,
e amar...

Amar é viver.


Tomás Roda

De volta...

Muito tempo depois das minhas últimas publicações, decidi voltar a escrever.

A realização dos desejos começa na exteriorização. As emoções moldam e enriquecem o mundo.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Lake of blood


Innocence,
unawareness.

Guilt,
intention.

words that drown in this lake,
blood that tears fake.  



written by Tomás Roda
picture taken by Tomás Roda

domingo, 17 de julho de 2011

Silêncio

silêncio,
o poeta chora,
a alma grita,
a chuva cai, fria e triste,

o Universo é grande,
mas o vazio que me preenche
é maior

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Para os meus pais

Ontem ou antes de ontem, (não me lembro)

Certamente algures no passado,

Ouvi um pássaro cantarolar, baixinho mas melodioso.

Abri a janela para o ouvir melhor

E, sem querer, com uma pancada surda, fi-lo cair do parapeito em direcção ao chão distante.

À medida que caía, o pássaro prosseguia com o seu doce cantar

Priiii-pri-piuuu-piu-piu

E no meu coração abria-se um enorme vazio…

Eu havia morto o pássaro!

(ainda não, mas ele caía, inocentemente, para a morte certa)

Tinha destruído aquilo que de mais belo na minha vida havia:

Um ser feliz, dos poucos que ainda existem,

Enchendo o ar de belas notas musicais, de um cantar único,

Um cantar que ninguém consegue ou deseja decorar.

Belo simplesmente por ser efémero.

Hoje o pássaro está morto.

No entanto, neste momento, ainda sou capaz de o ouvir,

Cantarolando, baixinho mas melodioso

Prii-pri-priiiii-piiu-piu-piuuuu

Assim canta o pássaro morto,

Morto, o pássaro ainda hoje canta

Canta e volta a cantar

E a minha vida permanece bela,

Pois o seu cantarolar acompanhar-me-á para todo o sempre,

Baixinho mas melodioso,

Uma deliciosa música que eu guardei na minha memória.

A vida é feita do presente

E o futuro criado com base em passados…

Lembremos ontem apenas para melhorar o amanhã.
O que interessa é agora (e não foi ou será).

O que interessa é!

Obrigado queridos pais por terem sido o meu belo pássaro cantante, enchendo a minha vida de alegrias. Este ano que passou foi sem dúvida difícil para nós todos, mas o pior já passou. Vocês mantiveram-me acordado quando apenas queria fechar os olhos e dormir… dormir… Espero algum dia poder retribuir todo o amor que me dão. Feliz Natal!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Para a minha avó

Ontem, hoje, amanhã... apenas sei que o tempo passa porque ouço as minhas lágrimas embater no chão, compassadamente, contando os segundos que se vão. De resto, tudo é igual. Cada momento vivido no tédio a que gradualmente me começo a acostumar.

Os pássaros calaram-se (ou pelo menos não os quero ouvir),
o arco-íris já não pinta o céu depois de uma tempestade (ou pelo menos não o quero ver),
as flores já não enchem o ar da sua deliciosa fragrância (ou pelo menos não a quero cheirar)...
Perante um mundo tão triste, tão vazio, certamente me sentiria só.
Só não me sinto assim porque a tenho a si, avó (e não a quero perder por nada neste mundo).