empty tears,
haunted by fears,
a symphony, a blind sound.
Under the rain:
a sad silence,
unbreakable chain,
No sense in pain.
It's all pretend,
Under the rain,
It all comes to an end,
under the rain.
Ontem ou antes de ontem, (não me lembro)
Certamente algures no passado,
Ouvi um pássaro cantarolar, baixinho mas melodioso.
Abri a janela para o ouvir melhor
E, sem querer, com uma pancada surda, fi-lo cair do parapeito em direcção ao chão distante.
À medida que caía, o pássaro prosseguia com o seu doce cantar
Priiii-pri-piuuu-piu-piu
E no meu coração abria-se um enorme vazio…
Eu havia morto o pássaro!
(ainda não, mas ele caía, inocentemente, para a morte certa)
Tinha destruído aquilo que de mais belo na minha vida havia:
Um ser feliz, dos poucos que ainda existem,
Enchendo o ar de belas notas musicais, de um cantar único,
Um cantar que ninguém consegue ou deseja decorar.
Belo simplesmente por ser efémero.
Hoje o pássaro está morto.
No entanto, neste momento, ainda sou capaz de o ouvir,
Cantarolando, baixinho mas melodioso
Prii-pri-priiiii-piiu-piu-piuuuu
Assim canta o pássaro morto,
Morto, o pássaro ainda hoje canta
Canta e volta a cantar
E a minha vida permanece bela,
Pois o seu cantarolar acompanhar-me-á para todo o sempre,
Baixinho mas melodioso,
Uma deliciosa música que eu guardei na minha memória.
A vida é feita do presente
E o futuro criado com base em passados…
Lembremos ontem apenas para melhorar o amanhã.
O que interessa é agora (e não foi ou será).
O que interessa é!
Obrigado queridos pais por terem sido o meu belo pássaro cantante, enchendo a minha vida de alegrias. Este ano que passou foi sem dúvida difícil para nós todos, mas o pior já passou. Vocês mantiveram-me acordado quando apenas queria fechar os olhos e dormir… dormir… Espero algum dia poder retribuir todo o amor que me dão. Feliz Natal!
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