quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Lake of blood
domingo, 17 de julho de 2011
Silêncio
o poeta chora,
a alma grita,
a chuva cai, fria e triste,
o Universo é grande,
mas o vazio que me preenche
é maior
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Para os meus pais
Ontem ou antes de ontem, (não me lembro)
Certamente algures no passado,
Ouvi um pássaro cantarolar, baixinho mas melodioso.
Abri a janela para o ouvir melhor
E, sem querer, com uma pancada surda, fi-lo cair do parapeito em direcção ao chão distante.
À medida que caía, o pássaro prosseguia com o seu doce cantar
Priiii-pri-piuuu-piu-piu
E no meu coração abria-se um enorme vazio…
Eu havia morto o pássaro!
(ainda não, mas ele caía, inocentemente, para a morte certa)
Tinha destruído aquilo que de mais belo na minha vida havia:
Um ser feliz, dos poucos que ainda existem,
Enchendo o ar de belas notas musicais, de um cantar único,
Um cantar que ninguém consegue ou deseja decorar.
Belo simplesmente por ser efémero.
Hoje o pássaro está morto.
No entanto, neste momento, ainda sou capaz de o ouvir,
Cantarolando, baixinho mas melodioso
Prii-pri-priiiii-piiu-piu-piuuuu
Assim canta o pássaro morto,
Morto, o pássaro ainda hoje canta
Canta e volta a cantar
E a minha vida permanece bela,
Pois o seu cantarolar acompanhar-me-á para todo o sempre,
Baixinho mas melodioso,
Uma deliciosa música que eu guardei na minha memória.
A vida é feita do presente
E o futuro criado com base em passados…
Lembremos ontem apenas para melhorar o amanhã.
O que interessa é agora (e não foi ou será).
O que interessa é!
Obrigado queridos pais por terem sido o meu belo pássaro cantante, enchendo a minha vida de alegrias. Este ano que passou foi sem dúvida difícil para nós todos, mas o pior já passou. Vocês mantiveram-me acordado quando apenas queria fechar os olhos e dormir… dormir… Espero algum dia poder retribuir todo o amor que me dão. Feliz Natal!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Para a minha avó
Os pássaros calaram-se (ou pelo menos não os quero ouvir),
o arco-íris já não pinta o céu depois de uma tempestade (ou pelo menos não o quero ver),
as flores já não enchem o ar da sua deliciosa fragrância (ou pelo menos não a quero cheirar)...
Perante um mundo tão triste, tão vazio, certamente me sentiria só.
Só não me sinto assim porque a tenho a si, avó (e não a quero perder por nada neste mundo).
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Amor (II)
Porque te perdi, meu amor, deixei-te escapar!
Por tudo isto te dedico este meu texto e neste dia te dou os parabéns, na esperança de que perçebas que a ti entrego a minha alma...





